• Laura Assis

Insônia? Não mais!

Alguma coisa que não me tirava o sono mas também não me permitia dormir, pairava no ar em torno de mim. Hesitante, te escrevi "não consigo dormir". Algumas horas depois, te vejo parado à minha porta. O seu cabelo, suas mãos, seu cheiro inebriante, seu toque firme, sedento. "Vim pra te fazer dormir." Entramos. Duas, três palavras. Foi o bastante. E, novamente, eu estava indo à loucura com o teu suor na minha pele, com a tua língua passeando no meu corpo.

Percebo que é impossível parar enquanto você está aqui, sobre mim, sem camisa. Impossível respirar num ritmo normal quando está tão perto, quase se misturando ao que eu sou e me deixando pensar que vou me misturar ao que você é. Quanto mais me possui, mais quero ser sua. Quanto mais (penso que) tenho você, mais quero ter. Uma, duas, três horas depois e eu ainda não dormia, o coração batia quente, urgente.

A ânsia do meu corpo pelo seu, pelo toque, é (quase) sempre inacreditável. Até que o sono chegue e entre palavras mal esboçadas e pensamentos soltos, me despeço da realidade e entro naquele descanso merecido, necessitado.

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