top of page
WhatsApp Image 2023-11-06 at 11.44.42 - Claudia Lemes.jpeg

Cláudia Lemes

Qual o gênero você escreve?

Suspense e thrillers policiais.

Como a literatura começou em sua vida e qual foi o momento crucial que a fez decidir se tornar um escritor?

Escrevo desde adolescente, mas só publiquei em 2012, começando com dramas e livros eróticos e migrando para thrillers. Eu acho que nunca "decidi" me tornar escritora. Eu amava escrever e acabei publicando de forma independente apenas pela vontade de tornar minha obra disponível para alguns leitores. Eu não esperava que desse certo, mas acabou dando, então fui escrevendo cada vez mais, estudando escrita e me empenhando em divulgar meus livros. Em 2018, percebi que já podia viver de literatura e larguei meu emprego anterior - eu era professora de inglês e tradutora.

Muitos escritores usaram a literatura como uma ferramenta para abordar questões sociais e políticas. Qual é a sua visão sobre a responsabilidade do autor no que diz respeito a abordar temas relevantes em sua obra?

Não acho que nenhum autor é obrigado a fazer uma crítica social nos seus livros. O que acontece é que somos observadores atentos da sociedade, então acaba sendo muito difícil não incorporar essas questões nas nossas obras de uma forma ou outra. Acho que quando isso é bem-feito, os temas estão nas entrelinhas, nos personagens e em suas histórias, e não de forma "contada", explícita no livro como um textão de Facebook. Sobre responsabilidade, acho que o autor deve mostrar sua visão de mundo ou inserir perguntas relevantes em sua obra, mas deixar que o leitor converse com essas perguntas, em vez de impor as respostas.

Muitos escritores têm rituais ou hábitos de escrita. Você tem algum ritual ou método específico que o ajuda a entrar no "modo escritor" quando está criando?

Não tenho rituais. Tento pensar muito na história antes de escrevê-la, e respeito meu processo, que é um vai-e-vem entre planejar, pesquisar, escrever e revisar, de um jeito meio cíclico. Já percebi que é isso o que dá certo para mim, e ter um processo evita muito desgaste e perfeccionismo que impactam negativamente a obra. Tenho algumas manias, como escrever sempre na formatação Times 14 com espaçamento simples e texto justificado. Sem esse formato, não consigo escrever. E às vezes para entrar nos personagens, frequento lugares que eles frequentam, uso perfumes específicos, como o que eles comem, e aprendo um pouco das suas habilidades. Aprendi a atirar, por exemplo, e fiz um curso de auxiliar de necropsia, tudo para me conectar com personagens.

Muitos escritores encontram inspiração em suas próprias experiências e vivências. Você acredita que suas vivências pessoais desempenham um papel significativo em sua obra?

100%. Tudo o que eu sou, sinto, penso e vivi está em cada palavra do que escrevo. Não consigo imaginar escrever de outra forma.